Espaço
- Físico: Lisboa, Mafra
- Social: procissão da Quaresma, autos-de-fé, tourada, procissão de Corpo de Deus, o trabalho no convento, a miséria no Alentejo e cortejo real.
- Psicológico: os sonhos e os pensamentos.
Tempo
- Tempo histórico – a acção do romance tem início no ano de 1711.
- Tempo do discurso – É revelado através da forma como o narrador relata os acontecimentos.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Acções secundárias
-A história de amor que liga Baltasar e Blimunda.
- A construção da passarola.
- O sonho de um padre excêntrico - A grandeza do homem que supera as suas limitações e desafia os códigos morais e culturais da época
- A construção da passarola.
- O sonho de um padre excêntrico - A grandeza do homem que supera as suas limitações e desafia os códigos morais e culturais da época
Acção principal
- A construção do convento, como pagamento de uma promessa do rei, que queria um herdeiro.
- O sacrifício do povo que nele trabalhou.
- O sonho de um rei megalómano e vaidoso
– a miséria do povo, humilhado e explorado.
- O sacrifício do povo que nele trabalhou.
- O sonho de um rei megalómano e vaidoso
– a miséria do povo, humilhado e explorado.
Domenico Scarlatti
- Scarlatti representa a arte que, aliada ao sonho, permite a cura de Blimunda e possibilita a conclusão e o voo da passarola.
O Povo
- O verdadeiro protagonista de Memorial do Convento é o povo trabalhador. Espoliado, rude, violento, o povo atravessa toda a narrativa, numa construção de figuras que, embora corporizadas por Baltasar e Blimunda, tipificam a massa colectiva e anónima que construiu, de facto, o convento.
-A crítica e o olhar mordaz do narrador enfatizam a escravidão a que foram sujeitos quarenta mil portugueses, para alimentar o sonho de um rei megalómano ao qual se atribui a edificação do Convento de Mafra.
- A necessidade de individualizar personagens que representam a força motriz que erigiu o palácio-convento, sob um regime opressivo, é a verdadeira elegia de Saramago para todos aqueles que, embora ficcionais, traduzem a essência de ser português:
- GRANDES FEITOS, COM GRANDE ESFORÇO E CAPACIDADE DE SOFRIMENTO
-A crítica e o olhar mordaz do narrador enfatizam a escravidão a que foram sujeitos quarenta mil portugueses, para alimentar o sonho de um rei megalómano ao qual se atribui a edificação do Convento de Mafra.
- A necessidade de individualizar personagens que representam a força motriz que erigiu o palácio-convento, sob um regime opressivo, é a verdadeira elegia de Saramago para todos aqueles que, embora ficcionais, traduzem a essência de ser português:
- GRANDES FEITOS, COM GRANDE ESFORÇO E CAPACIDADE DE SOFRIMENTO
Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão
- O padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão representa as novas ideias que causavam estranheza na inculta sociedade portuguesa.
- Estrangeirado, Bartolomeu de Gusmão tornou-se um alvo apetecido da chacota da corte e da Inquisição, apesar da protecção real.
- Homem curioso e grande orador sacro (a sua fama aproxima-o do padre António Vieira).
- Bartolomeu de Gusmão evidenciou, ao longo da obra, uma profunda crise de fé, a que as leituras diversificadas e a postura "antidogmática" não serão alheios, numa busca incessante do saber.
- A sua personagem risível - era conhecido por "Voador" - torna-o elemento catalisador do voo da passarola, conjuntamente com Baltasar e Blimunda.
- A tríade corporiza o sonho e o empenho tornados realidade, a par da desgraça, também ela, partilhada (loucura e morte, em Toledo, de Bartolomeu de Gusmão, morte de Baltasar Sete-Sóis no auto-de-fé e solidão de Blimunda).
- Estrangeirado, Bartolomeu de Gusmão tornou-se um alvo apetecido da chacota da corte e da Inquisição, apesar da protecção real.
- Homem curioso e grande orador sacro (a sua fama aproxima-o do padre António Vieira).
- Bartolomeu de Gusmão evidenciou, ao longo da obra, uma profunda crise de fé, a que as leituras diversificadas e a postura "antidogmática" não serão alheios, numa busca incessante do saber.
- A sua personagem risível - era conhecido por "Voador" - torna-o elemento catalisador do voo da passarola, conjuntamente com Baltasar e Blimunda.
- A tríade corporiza o sonho e o empenho tornados realidade, a par da desgraça, também ela, partilhada (loucura e morte, em Toledo, de Bartolomeu de Gusmão, morte de Baltasar Sete-Sóis no auto-de-fé e solidão de Blimunda).
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